Comunicado aos clientes do Sesc Anápolis sobre o funcionamento do Parque Aquático e da lanchonete
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21 de julho
Publicado em 18/08/2026
Duzentos mil seguidores. Segue crescendo os números no Instagram
É curioso como a gente comemora números. Eles aparecem em gráficos, relatórios, apresentações. Sobem um pouquinho e a gente sorri. Caem um pouco e já procura entender o motivo. Os números têm esse jeito de ocupar espaço.
Mas, desta vez, parei diante de um deles. Duzentos mil seguidores.
Olhei para a tela e pensei que talvez o número estivesse escondendo a melhor parte da história.
Porque ali não existem duzentos mil números. Existem duzentas mil pessoas.
Tem alguém que acordou cedo, abriu o Instagram enquanto esperava o café passar e descobriu que ainda havia vaga para aquela viagem tão esperada ao Sesc Caldas Novas. Talvez tenha lembrado das férias da infância. Talvez tenha enviado o post para a família com a simples mensagem: “Vamos?”.
Tem alguém que nunca tinha pensado em fazer pilates. Outro que decidiu aprender a nadar depois de assistir a um vídeo. Tem quem tenha descoberto a musculação, o vôlei, a corrida, a dança. E, sem perceber, encontrou também uma rotina mais leve.
Tem aquele comentário que aparece de vez em quando: “Sempre quis aprender violão”. Dias depois, a pessoa já está no Núcleo Livre das Artes tentando acertar os primeiros acordes.
As redes sociais têm dessas coincidências bonitas.
Um vídeo passa pelo feed e muda um pedaço da rotina de alguém. Às vezes, é um espetáculo.
A pessoa nem conhecia o Teatro Sesc Centro. Viu uma cena, gostou da música, retirou o ingresso e, pela primeira vez, esperou as luzes se apagarem enquanto a cortina se abria.
Talvez tenha sido a primeira ida ao teatro.
Talvez tenha sido a primeira de muitas.
Também penso naquela criança que entrou pela primeira vez no Sesc Cidadania. O tamanho daquele lugar impressiona. Mas, criança também guarda lembranças curiosas. Talvez ela se lembre do cheiro dos livros da biblioteca, do eco dos corredores, da quadra cheia, dos professores, do recreio, dos amigos.
É engraçado como a memória escolhe os detalhes. Depois cresce.
Anos depois, passa no vestibular e talvez nem perceba que um pedaço daquela conquista começou entre uma estante e outra.
Enquanto isso, existe um caminhão do Mesa Brasil cruzando estradas para que outras mesas tenham comida.
Existe uma equipe levando atendimento odontológico, do OdontoSesc. Existe alguém recuperando a autoestima porque voltou a sorrir. Ou enxergando melhor com o Sesc Saúde Visão.
Existe um idoso esperando, toda semana, o encontro do Grupo Vida Plena não apenas pela atividade, mas pelo abraço dos amigos.
Existe uma criança descobrindo o circo.
Alguém ouvindo um concerto pela primeira vez.
Outro encontrando, em uma cachoeira de água gelada em Pirenópolis, o descanso que não cabia mais dentro da semana. Alguns dizem que é fria demais. Outros juram que é a melhor água do mundo.
E talvez os dois tenham razão.
No Instagram, tudo isso vira alguns segundos de vídeo.
Uma foto.
Uma legenda.
Um coração vermelho que sobe na tela.
Um comentário perguntando quando abrem as inscrições.
Outro pedindo para liberar logo aquela programação.
Um emoji sorrindo. Outro agradecendo e comemorando.
Parece pouco. Não é!
Do outro lado da tela, existe sempre alguém.
Quando o perfil do Sesc Goiás começou, em 2018, ninguém imaginava quantas histórias passariam por ali. Vieram artistas goianos, artistas nacionais, festivais, férias, cursos, campeonatos, medalhas, concertos, espetáculos, bibliotecas, piscinas, cachoeira, sorrisos.
Vieram milhares de publicações. E milhares de encontros.
Às vezes, dizem que rede social aproxima quem está longe. Eu gosto de pensar diferente.
Ela aproxima quem ainda nem sabia que podia estar perto.
Perto da cultura. Do esporte. Da educação. Do lazer.
Da saúde. De uma oportunidade. De um lugar onde cabem todas as idades.
Chegar aos duzentos mil seguidores é bonito.
Mas não porque o número impressiona.
É bonito porque, quando ele cresce, cresce também a quantidade de histórias que passam por aqui.
Cada curtida pertence a alguém.
Cada comentário tem uma voz.
Cada compartilhamento leva um convite.
No fim das contas, não existe algoritmo capaz de medir aquilo que realmente importa.
Como medir o brilho no olhar de uma criança? O abraço apertado de um idoso?
A ansiedade do trabalhador do comércio que vai viajar?
A emoção de quem entra pela primeira vez em um teatro?
Ou a felicidade simples de descobrir que ainda há vagas para aquele curso tão esperado?
Não dá. Ainda bem.
Algumas coisas nasceram para escapar das estatísticas.
Talvez seja por isso que, olhando para esses duzentos mil seguidores, eu não consiga enxergar um número.
200K. SÃO 200 MIL.
E isso, sinceramente, tem muito mais valor do que qualquer número.
Eu enxergo gente.
Gente trabalhando. Gente aprendendo. Gente descansando.
Gente sorrindo. Gente cuidando de gente.
E talvez seja exatamente isso que o Sesc Goiás faça todos os dias.
Transforme números em histórias.
Porque, no fim, a vida nunca aconteceu dentro das redes sociais.
Ela sempre aconteceu do outro lado da tela.
E é justamente por isso que vale a pena continuar contando essas histórias.
De gente para gente.
Porque, afinal, a vida acontece com o Sesc.
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